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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Fim de semana de aventura e bons pratos em Piraquara

Por Luciane Horcel

A apenas 22 km da capital, município oferece boas opções de trilhas para trekking e outros esportes. Cafés coloniais e restaurantes são atrativos extras.

Basta seguir pela Avenida Victor Ferreira do Amaral (que logo vira a Rodovia João Leo­­poldo Jacomel) para chegar a um verdadeiro reduto ecológico, a apenas 22 quilômetros de Curitiba. Quem só passou pelo centro de Piraquara ou, no máximo, foi até lá para aproveitar, em março, a festa do Carneiro no Rolete, mal sabe que o lugar possui um rico patrimônio cultural e ambiental.

A cidade, cujo nome em tupi significa “toca de peixe”, tem 93% do seu território como área de proteção ambiental. Um aglomerado de verde que inclui mananciais, montanhas, 1.260 nascentes, mais de 100 km de estradas rurais – para trekking, trilhas e outros esportes de aventura – e uma floresta com variada biodiversidade.

Conhecer a represa do Car­­valho, para ver como era feito o primeiro sistema de abastecimento de água de Curitiba em 1908, ou a Trilha Interpretativa da represa de Cayuguava, com cerca de 800 metros de extensão e um mirante com 15 metros de altura, são alguns dos muitos atrativos do chamado Caminho Trentino nos Mananciais da Serra.

O programa turístico, desenvolvido pela prefeitura da cidade, não é bem um caminho, com uma rota que tenha início, meio e fim. A proposta, na verdade, demarca alguns pontos turísticos interessantes do município, os quais podem ser visitados pelos turistas. A grande maioria dos passeios fica na área rural, ou seja, um fim de semana é mais indicado para quem gosta de natureza e está disposto a explorar muito verde.

Mas nem só represas, reservatórios e litros e mais litros d’ água compõem a visita. O próprio nome do caminho turístico já faz referência aos imigrantes da cidade – a única comunidade trentina (de Trento, Itália) do Paraná fica em Piraquara. Com isso, locais como a Colônia de Santa Maria do Novo Tirol, que registram a tradição e o artesanato desses imigrantes – com propriedades rurais e arquiteturas típicas, são passeios bem bacanas.

Outra visita que vale a pena é à Aldeia Indígena Araçá-i, que pode ser agendada com o Centro de Informações Turísticas da cidade. Quando se está no meio da tribo de 80 índios, visitando as casas feitas de pau-a-pique e ouvindo o canto das crianças, que dançam de pé no chão, fica difícil de acreditar que se está tão perto de Curitiba.

Culinária

A influência italiana também está bem presente em outro atrativo do local, a culinária. O Ca­­minho Trentino tem uma infinidade de cafés-coloniais. O Cheirinho de Mato merece destaque. Onde, você fica de frente para uma mesa com mais de 13 tipos de bolos e sobremesas. Outra opção é o Dona Laura Restaurante. Lá, além de café colonial, há almoço e jantar. O ossobuco com polenta é o carro-chefe da casa.

Ainda na área gastronômica, há dois restaurantes que merecem uma visita. No meio da floresta, com uma estrutura de cerne, vidro temperado, bambu e eucalipto, o Paraíso das Trutas é uma espécie de “casa da árvore”. E, com tanto o que apreciar por lá, a comida fica até em segundo plano. O buffet livre, com bebidas incluídas.

Outra opção é o requintado Obra Prima, que tem em seu cardápio truta, carnes de caça e outros pratos . O casal de namorados Katleen Rodrigues e Cyril Al­­veryne, inclusive, conheceu o local de uma forma romântica: de litorina de luxo.


Nota de "O Piraquarense" foram retirados do texto valores de serviços pois este artigo foi publicado no ano de 2010.

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